segunda, 13 de julho de 2026

Homem desaparecido de Votuporanga é encontrado em Rio Preto por casal e aceita tratamento

A angústia vivida pela família do pintor Adriano dos Santos, de 38 anos, transformou-se em alívio na noite desta segunda-feira, dia 8 de junho de 2026. Morador de Votuporanga, ele estava desaparecido desde o início de maio em São José do Rio Preto, onde realizava um trabalho temporário. O desfecho positivo só foi possível graças à mobilização da comunidade e à divulgação do caso pela imprensa regional, que permitiu que Adriano fosse reconhecido e acolhido.

Um mecânico e sua esposa, que vivem na região norte de Rio Preto, reconheceram o pintor após verem as publicações sobre o seu desaparecimento. Adriano havia passado pela oficina do trabalhador para conversar e, durante o bate-papo, confessou que estava enfrentando uma recaída devido à dependência química. Ele revelou que sentia muita vergonha da situação e, por esse motivo, tinha receio de voltar para casa e encarar a família. O mecânico e a esposa agiram rapidamente: ligaram para a esposa de Adriano e se prontificaram a ficar ao lado dele no local até que ela viajasse de Votuporanga para buscá-lo. Antes disso, o casal de voluntários tentou até mesmo comprar uma passagem de ônibus para o pintor, mas a viagem não foi possível porque ele havia perdido o celular e todos os documentos pessoais.

O sumiço de Adriano vinha desafiando os parentes desde o dia 11 de maio, data do último contato com a esposa. Eles haviam combinado de se encontrar no Hospital de Base no dia seguinte para uma consulta médica, mas o pintor não apareceu. Mais tarde, a família descobriu que ele chegou a ir até a porta do hospital na madrugada do dia 12 e pediu o celular de um desconhecido para ligar para a companheira, que não atendeu por estar dormindo. Depois daquela noite, o telefone de Adriano foi desligado e ele não voltou mais para o alojamento onde estava hospedado, no centro da cidade.

Preocupada, já que o marido faz uso de remédios controlados além de lutar contra o vício, a esposa registrou o boletim de ocorrência no final de maio. A busca envolveu visitas a hospitais, órgãos de assistência social, polícias e até ao Instituto Médico Legal, mobilizando inclusive uma tia de Taquaritinga que o criou como mãe. Durante as investigações, a Polícia Civil chegou a abordá-lo em um ponto de uso de entorpecentes, mas como ele estava sem documentos e não cometeu nenhuma irregularidade, acabou liberado. Agora, de volta ao aconchego do lar, Adriano aceitou a ajuda dos familiares e será encaminhado para uma clínica especializada em reabilitação para iniciar um tratamento de saúde.

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