

O Hino Nacional Brasileiro conquistou o topo do mundo no quesito musical. Em uma análise publicada nesta sexta-feira, 19 de junho, o renomado jornal americano The New York Times elegeu a composição brasileira como a mais bonita entre as 48 nações que disputam a Copa do Mundo de 2026. O artigo, assinado pelo jornalista Tim Spiers, avaliou os hinos com uma mistura de crítica musical e bom humor, rendendo elogios calorosos à melodia do país.

O grande destaque da publicação foi a abertura da canção brasileira. O jornalista exaltou os 28 segundos iniciais da introdução orquestral, classificando-os como gloriosos. No texto, Spiers comentou que, embora o hino dure quase dois minutos e tenha muitas palavras cantadas de forma rápida — abordando temas como o destemor diante das batalhas —, o tempo parece pouco diante da qualidade da música, consolidando-a como uma das melhores do planeta. O jornal também relembrou o peso histórico do hino nos gramados, citando a marcante execução na Copa de 2014, quando torcedores e atletas cantaram à capela. O jornalista brincou que, na atual partida contra o Marrocos, o clima foi menos melodramático do que aquele visto na semifinal de 12 anos atrás, o que considerou positivo.
A avaliação do The New York Times montou um ranking completo e coroou os cinco hinos mais belos do torneio mundial, colocando o Brasil na liderança, seguido por França, Portugal, Colômbia e Escócia. No lado oposto da tabela, a última posição ficou ironicamente com a Inglaterra e o clássico Deus Salve o Rei. A escolha chamou a atenção porque a equipe de esportes do jornal fica baseada justamente em território inglês. Na crítica bem-humorada, a publicação classificou a canção britânica como terrível e arrastada, apontando que, diferentemente dos outros hinos, a letra foca apenas na figura de um homem velho.


Curiosamente, a melodia que hoje encanta o mundo quase foi substituída no passado. Composta originalmente por Francisco Manoel da Silva em 1831, a música passou os primeiros anos sem uma letra oficial. De acordo com dados históricos do Ministério das Relações Exteriores, houve uma tentativa de criar um novo hino logo após a Proclamação da República, por meio de um concurso público. No entanto, o forte apego da população à melodia original fez com que ela fosse mantida, recebendo os famosos versos escritos por Osório Duque Estrada de maneira oficial apenas em setembro de 1922.







