quinta, 11 de junho de 2026

Grupo de adolescentes é detido após quebrar arquibancada em área restrita de terminal em Rio Preto

Cinco adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos, foram detidos pela Guarda Civil Municipal (GCM) na manhã da última quarta-feira, dia 3 de junho, sob a acusação de vandalismo no Terminal Urbano Professor Manoel Antunes, localizado em São José do Rio Preto. O grupo foi flagrado pelas câmeras do sistema de segurança do local enquanto arrancava e destruía pedaços de madeira de uma arquibancada. A estrutura danificada fica na parte superior do terminal, um setor considerado reservado e que não tem o acesso liberado para os passageiros e frequentadores do espaço.

Assim que constataram o que estava acontecendo pelas imagens de monitoramento, os guardas municipais conseguiram identificar as características dos jovens e fizeram a abordagem no próprio terminal. Os menores foram levados para a Central de Flagrantes, onde as autoridades registraram o caso como ato infracional equivalente ao crime de dano qualificado contra o patrimônio público. Toda a gravação das câmeras foi salva e enviada para a Polícia Civil, e peritos da Polícia Científica foram chamados para avaliar o tamanho do estrago e o prejuízo causado ao patrimônio da cidade.

Na delegacia, durante os questionamentos dos policiais, um dos rapazes preferiu não falar nada e exercer o seu direito de ficar em silêncio, enquanto os outros quatro decidiram dar suas explicações sobre a confusão. Os pais ou responsáveis de cada um deles foram chamados imediatamente e acompanharam de perto todo o andamento do caso no distrito policial.

Mesmo com as imagens provando o vandalismo e com a confirmação de que a estrutura pública foi quebrada, os cinco adolescentes não ficaram presos. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina que a apreensão imediata de menores em flagrante só deve acontecer em situações em que existam relatos de violência física ou de ameaças graves contra outras pessoas. Por essa razão, os jovens assinaram os papéis e foram liberados para voltar para casa com suas famílias, que assumiram a responsabilidade e o compromisso de levá-los para uma audiência no Ministério Público assim que forem convocados pela Justiça.

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