

Uma moradora de Fernandópolis, grávida de oito meses e com gestação de alto risco, denunciou ter sido deixada sem transporte após passar por uma consulta médica em São José do Rio Preto. A paciente, que sofre de hipertensão e diabetes gestacional, relatou que precisou esperar por horas na madrugada até que seu marido viajasse para buscá-la. Há relatos de que outros pacientes também já enfrentaram problemas semelhantes com o transporte intermunicipal de saúde.

O impasse começou no dia 22 de junho, quando a gestante utilizou o ônibus fornecido pela Prefeitura de Fernandópolis para ir a uma consulta no Hospital de Base de Rio Preto. Durante o atendimento, os médicos detectaram uma alteração nos batimentos cardíacos do bebê e ordenaram a transferência imediata da grávida para o Hospital da Criança e Maternidade (HCM) para a realização de exames urgentes de ultrassonografia. A paciente afirma que avisou imediatamente a responsável pelo veículo sobre a mudança de endereço e manteve contato constante. Segundo a grávida, a funcionária chegou a ir várias vezes ao hospital para pressionar por agilidade, alegando que os outros passageiros reclamavam da demora.
Por volta das 21h20, a moradora recebeu o aviso de que o ônibus havia retornado para Fernandópolis sem ela, mas com a promessa de que um segundo motorista seria enviado para buscá-la. Contudo, ao receber alta médica às 22h30, a mulher ligou para o motorista indicado e descobriu que ele nem sequer havia saído de Fernandópolis. A partir desse momento, a responsável pelo transporte parou de atender as ligações da paciente. Sem suporte oficial e preocupada com a saúde do filho, a gestante precisou acionar o marido, que teve de deixar os outros dois filhos pequenos do casal com parentes para buscá-la de carro em Rio Preto, conseguindo retornar para casa apenas por volta de 1h30 da madrugada.









