

O governo federal lançou oficialmente nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/2027, o principal programa de incentivo ao setor agropecuário do país. Para o novo ano agrícola, serão destinados R$ 525,1 bilhões exclusivamente para a agricultura empresarial, o que representa um aumento de 1,7% em comparação com o ciclo anterior. Quando somado aos cerca de R$ 85 bilhões reservados para a agricultura familiar, o montante total de financiamento para o campo ultrapassa a marca histórica de R$ 610 bilhões.

A maior parte da verba empresarial, equivalente a R$ 384,9 bilhões, será utilizada para custear despesas do dia a dia, como a compra de sementes, defensivos e fertilizantes, além de apoiar a comercialização dos produtos. O restante, na ordem de R$ 140,2 bilhões, abastecerá os investimentos de longo prazo, focados em modernizar as fazendas, renovar maquinários, ampliar sistemas de irrigação e aumentar a capacidade de armazenamento de grãos no país.
Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, comemorou o recorde financeiro e enfatizou que o governo cumpriu o objetivo de injetar mais dinheiro no setor reduzindo o custo do crédito. Ele destacou a força das exportações do agronegócio, que geraram um saldo comercial positivo bilionário e ajudam a dar estabilidade à economia nacional, mesmo diante de desafios do comércio externo. Na mesma linha, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, ressaltou que as taxas de juros de custeio empresarial caíram de 14% para 12,5%, e o limite para o médio produtor rural recuou para 9% ao ano.


O novo plano também traz um forte apelo ecológico ao premiar produtores sustentáveis. Quem estiver com a situação regularizada no Cadastro Ambiental Rural (CAR) ou adotar práticas de manejo ecologicamente corretas e certificadas poderá receber descontos de até um ponto percentual nas taxas de juros de custeio. Além disso, o programa reforça a segurança do setor ao incentivar a contratação de seguro rural e do Proagro, vinculando esses mecanismos de proteção a futuras renegociações de dívidas rurais.








