segunda, 13 de abril de 2026

Governo federal articula pacote de medidas econômicas para reverter baixa popularidade

A seis meses das eleições, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca estratégias para melhorar sua imagem junto ao eleitorado, após levantamentos recentes do instituto Ipsos-Ipec indicarem um recorde de desaprovação para gestões petistas em anos de reeleição. Com 51% de reprovação contra 43% de aprovação, o Palácio do Planalto planeja lançar uma série de ações focadas no alívio financeiro das famílias, tentando conter o avanço de oponentes políticos, como o senador Flávio Bolsonaro, que tem apresentado crescimento em pesquisas de intenção de voto.

O núcleo das medidas envolve o controle de preços que afetam diretamente o custo de vida, como os combustíveis e a energia elétrica. Em parceria com os estados, o governo anunciou um subsídio ao diesel para evitar que a alta do petróleo, pressionada por tensões internacionais entre Irã e Estados Unidos, impulsione a inflação. Na mesma linha, estuda-se um aporte financeiro para impedir reajustes na conta de luz e o fortalecimento de auxílios para o gás de cozinha. Outro ponto em análise é a possível revisão da tributação sobre compras internacionais de baixo valor, conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”, que incide sobre encomendas de até 50 dólares.

No campo do endividamento, o governo prepara o relançamento de um programa de renegociação de dívidas nos moldes do Desenrola, com a promessa de oferecer descontos de até 80%. A iniciativa surge como resposta ao alto comprometimento da renda dos brasileiros; atualmente, para cada 100 reais recebidos, cerca de 29 reais são destinados ao pagamento de empréstimos. Recentemente, o presidente Lula comentou que o acúmulo de pequenos gastos domésticos contribui para a sensação de que o salário não rende, o que acaba gerando frustração na população e críticas diretas à gestão federal.

Apesar das tentativas de transformar em vitrines eleitorais propostas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais e o debate sobre o fim da jornada de trabalho 6×1, o impacto positivo dessas pautas ainda não foi sentido nas avaliações de governo. O Planalto corre contra o tempo para que essas medidas de auxílio ao consumo e crédito ganhem tração e consigam reverter o atual cenário de descontentamento antes que a disputa nas urnas se intensifique no segundo semestre.

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