quarta, 17 de junho de 2026

Governo e Instituto Alana anunciam R$ 60 milhões para pesquisas sobre endometriose e saúde menstrual

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Instituto Alana anunciaram nesta terça-feira (9), em Brasília, um investimento de R$ 60 milhões para pesquisas voltadas ao diagnóstico e tratamento da endometriose, da dor pélvica e para o desenvolvimento de soluções relacionadas à saúde menstrual. As iniciativas buscam ampliar o conhecimento sobre problemas que atingem cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, incluindo adolescentes.

Do total previsto, R$ 50 milhões serão destinados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio de editais voltados à inovação e à saúde da mulher. Os outros R$ 10 milhões serão investidos pelo Instituto Alana na criação de uma rede nacional de pesquisadores especializados na área.

Durante o anúncio, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou que os recursos representam uma resposta a um importante desafio de saúde pública e reforçam o papel da ciência na promoção da qualidade de vida das mulheres.

A diretora-executiva do Instituto Alana, Flavia Doria, destacou a importância da produção científica para ampliar o conhecimento sobre doenças ainda pouco estudadas. Segundo ela, o diagnóstico precoce da endometriose é fundamental para reduzir dores, evitar complicações e impedir que o problema evolua para quadros crônicos na vida adulta.

As causas da endometriose ainda não são totalmente conhecidas. Especialistas apontam que fatores genéticos, hormonais e imunológicos, além do fluxo do sangue menstrual em direção à cavidade abdominal, podem estar relacionados ao surgimento da doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, a endometriose ocorre quando tecidos semelhantes ao revestimento interno do útero se desenvolvem em outras partes do corpo, provocando inflamações e dores persistentes. A condição afeta entre 5% e 15% das mulheres em idade fértil.

Presente na cerimônia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que doenças que atingem as mulheres ainda recebem pouca visibilidade. Para ele, os novos estudos poderão contribuir para a criação de políticas públicas mais eficazes e para o fortalecimento do atendimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o ministro, além de ampliar o acesso aos serviços, é necessário avaliar a qualidade dos tratamentos disponíveis e investir em novas tecnologias que garantam uma assistência mais eficiente às pacientes.

Notícias relacionadas