


O governo norte-americano reservou o montante de US$ 1 milhão, o equivalente a pouco mais de R$ 5 milhões, para apoiar iniciativas contrárias às decisões do Supremo Tribunal Federal no Brasil. A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Guardian, com base em documentos internos e fontes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. O projeto, denominado informalmente de combate ao uso político do Judiciário e à censura, prevê o repasse de recursos a entidades da sociedade civil que criticam a atuação da Suprema Corte brasileira e o bloqueio de conteúdos em redes sociais.

A verba faz parte de um pacote mais amplo de quase US$ 177 milhões voltado ao financiamento de dezenas de projetos internacionais alinhados às diretrizes da administração de Donald Trump. O mapeamento do periódico britânico aponta que os recursos são provenientes do Fundo de Direitos Humanos e Democracia da Casa Branca, embora ainda não haja confirmação se os valores para o caso brasileiro foram efetivamente transferidos ou apenas reservados no orçamento. A investida ocorre em um contexto de atrito diplomático motivado por sanções direcionadas a magistrados brasileiros e por críticas de Washington às regras impostas a plataformas digitais norte-americanas no país.
Além da iniciativa focada no Brasil, os documentos revelam o direcionamento de verbas milionárias para outros países com o objetivo de contestar legislações sobre segurança digital, combate ao discurso de ódio e controle migratório. Questionado pela reportagem estrangeira, o Departamento de Estado defendeu as destinações orçamentárias ao afirmar que os projetos buscam apoiar aliados na defesa da soberania e dos valores tradicionais, enquanto o STF não se pronunciou sobre o caso.









