sábado, 1 de agosto de 2026

Governo descarta retomada de subvenção extra ao diesel

Mesmo com a cotação do barril de petróleo voltando a se aproximar dos US$ 100 no mercado internacional, o governo federal não planeja restabelecer o subsídio extra de R$ 0,35 por litro do diesel que havia sido suspenso no início de julho. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, durante a apresentação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas. De acordo com o ministro, embora a recente instabilidade no Oriente Médio volte a pressionar os preços lá fora, a alta do petróleo ainda não se refletiu nos postos a ponto de exigir a volta do benefício adicional.

Para evitar que a oscilação internacional chegue imediatamente aos consumidores, a equipe econômica decidiu congelar a retirada gradual do restante das ajudas. Seguem em vigor o desconto de R$ 1,12 por litro do diesel e a subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina, que foi estendida por mais um mês. Somadas, as duas medidas representam um custo elevado para as cofres públicos, alcançando cerca de R$ 6,8 bilhões por mês — sendo R$ 5,5 bilhões destinados ao diesel e R$ 1,3 bilhão à gasolina.

Até o final de junho, o Executivo já havia desembolsado R$ 14,55 bilhões para amortecer a variação dos preços dos combustíveis por meio de créditos extraordinários. Parte dessas despesas vem sendo neutralizada pelo aumento da receita gerada pelo próprio setor petroleiro, sobretudo com a arrecadação do imposto de 12% sobre as exportações de petróleo bruto. Com o cenário atual, o Ministério do Planejamento reafirmou que mantém a previsão de superávit primário de R$ 10,8 bilhões para o ano, dentro das metas estabelecidas pelas regras fiscais.

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