

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que a aplicação da Lei da Reciprocidade pelo Brasil não deve ser vista como um ato de vingança comercial contra os Estados Unidos, mas sim como uma ferramenta de correção de injustiças. A declaração foi feita após reuniões com lideranças empresariais dos setores atingidos pelo novo aumento tarifário determinado pelo governo de Donald Trump, que fixa um imposto de 25% sobre mercadorias brasileiras, podendo ser acrescido de outros 12,5%, impactando cerca de US$ 7,4 bilhões em vendas para o mercado norte-americano.

Diante do cenário de incertezas, o Poder Executivo organiza um plano de contingência estruturado em três frentes centrais: assistência financeira ao empresariado nacional, busca por novos parceiros comerciais no exterior e manutenção de um canal de diálogo constante com os segmentos mais expostos, como os de máquinas, autopeças, calçados e eletroeletrônicos. Para aliviar os impactos econômicos imediatos, o governo estuda conceder linhas de crédito por meio do programa Brasil Soberano, criar flexibilizações temporárias em compromissos do regime tributário de incentivo à exportação e ajustar exigências relativas à preservação de postos de trabalho para os afetados.
Ao mesmo tempo em que finaliza o pacote de auxílio interno, o país intensifica ações de diplomacia comercial para diversificar seus destinos de exportação e diminuir a dependência do mercado estadunidense. Sob a coordenação da ApexBrasil, serão direcionados esforços para expandir as vendas brasileiras em mercados como Índia, México, Singapura, Japão e países do Sudeste Asiático, somados ao avanço nas negociações de acordos entre o Mercosul e a União Europeia. O Ministério do Desenvolvimento pretende concluir os diagnósticos setoriais antes do final deste mês, quando passam a vigorar as sobretaxas para as cargas brasileiras a caminho dos Estados Unidos.










