


O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reforçou nesta quarta-feira a posição do governo federal favorável ao fim imediato da jornada de trabalho de seis dias por um de descanso, a conhecida escala 6×1. Durante uma audiência pública na Câmara dos Deputados, o ministro defendeu que o limite semanal de trabalho seja reduzido das atuais 44 horas para 40 horas, garantindo que não haja qualquer diminuição nos salários dos trabalhadores. Segundo Marinho, embora o governo tenha uma proposta clara, cabe agora ao Parlamento ouvir os diferentes setores e tomar a decisão final sobre o novo modelo, que também pode chegar a 36 horas semanais dependendo do texto aprovado.

Diferente do que pedem alguns setores do empresariado, o ministro descartou a necessidade de criar medidas de compensação financeira para as empresas. Para Luiz Marinho, a maior vantagem para os empregadores virá naturalmente com o aumento da produtividade e a melhoria do ambiente profissional. Ele argumentou que funcionários que descansam mais rendem melhor e ficam menos doentes, o que ajuda a reduzir custos que hoje pesam no bolso dos patrões, mas que muitas vezes não são percebidos de imediato.
O ministro explicou que a redução da carga horária é uma tendência histórica que traz benefícios práticos tanto para quem trabalha quanto para quem contrata. Ao diminuir o cansaço excessivo, o governo acredita que será possível reduzir as faltas ao trabalho, os acidentes e as doenças ocupacionais. Na visão de Marinho, a eliminação desses problemas é a verdadeira compensação para os empregadores, que passarão a contar com uma mão de obra mais eficiente e saudável, equilibrando os custos da mudança nas regras trabalhistas.
























