

O Governo de São Paulo deu um importante passo tecnológico na preservação ambiental ao iniciar o monitoramento por satélite de cerca de 1 mil quilômetros do Rio Tietê. A cobertura detalhada se estende desde a cidade de Suzano, na Região Metropolitana, até a foz do rio, em Itapura. A nova tecnologia, que faz parte do programa IntegraTietê, também acompanha as condições do Rio Pinheiros e de seis grandes reservatórios do estado, incluindo Barra Bonita e Promissão, ampliando drasticamente a capacidade de fiscalização da água em tempo real.

O sistema funciona de maneira inteligente e consegue identificar áreas poluídas através da luz refletida na superfície da água. Os satélites capturam imagens de alta resolução e avaliam a concentração de matéria orgânica gerada pelo esgoto doméstico e industrial, além de monitorar a proliferação de algas que causam aquela conhecida “nata verde” em alguns trechos dos rios. Para entender de forma simples, o mecanismo funciona como um comparativo visual: se a água muda de tonalidade devido a alguma substância misturada, os sensores percebem a alteração imediatamente, mesmo à distância.
Todos os dados coletados no espaço são processados por inteligência artificial e organizados em um mapa colorido no painel de controle da Companhia de Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Esse mapa classifica os trechos dos rios entre níveis baixos e muito altos de poluição. Sempre que o sistema detecta uma mancha suspeita ou uma piora repentina na qualidade da água, ele emite um alerta automático. A partir disso, os técnicos conseguem enviar equipes de fiscalização por terra ou utilizar drones para investigar o ponto exato do problema com rapidez.


Essa inovação faz parte de um pacote de modernização que já recebeu mais de R$ 43 milhões em investimentos nos últimos anos, resultando em milhares de autuações em todo o território paulista. Junto com a nova tecnologia, o governo estadual endureceu as regras contra crimes ambientais, atualizando punições que não mudavam há duas décadas. Agora, irregularidades graves podem render multas de até R$ 10 milhões, e empresas que operam sem licença ou que despejam grandes volumes de esgoto sem o tratamento adequado podem ter suas penalidades multiplicadas em até 25 vezes.







