

O Governo de São Paulo deu início a mais uma etapa do Feirão Casa Paulista, uma iniciativa que vai disponibilizar R$ 6,8 milhões em subsídios financeiros para ajudar famílias de baixa renda a realizarem o sonho da casa própria. O evento, que se estende até o dia 13 de julho de 2026, acontece simultaneamente em postos de atendimento espalhados por dez regiões administrativas do estado. Ao todo, serão distribuídas 1.450 novas cartas de crédito imobiliário destinadas exclusivamente a pessoas que estão tentando comprar o seu primeiro imóvel em empreendimentos de construtoras parceiras, abrangendo cerca de 30 municípios paulistas.

O valor oferecido por cada carta de crédito varia entre R$ 10 mil e R$ 16 mil, funcionando como uma ajuda financeira que não precisa ser devolvida ao estado, o chamado modelo a fundo perdido. Para ter direito a esse benefício, o interessado deve cumprir algumas regras fundamentais estabelecidas pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH). Os critérios exigem que o cidadão comprove uma renda familiar de até três salários mínimos, não tenha nenhum outro imóvel registrado em seu nome, não possua financiamento habitacional ativo e nunca tenha sido beneficiado anteriormente por outros programas de moradia popular.
Os feirões são estruturados por meio de parcerias com prefeituras, associações de habitação e empresas do setor. Os imóveis ofertados precisam estar vinculados a financiamentos da Caixa Econômica Federal utilizando os recursos do FGTS. Logo após o encerramento do evento, as construtoras têm um prazo curto para enviar os relatórios de atendimento ao governo estadual, garantindo agilidade na liberação dos cheques para as famílias selecionadas. O impacto do programa se mostra relevante para a inclusão social: dados do estado revelam que a renda média de quem consegue comprar uma casa utilizando o subsídio do Casa Paulista gira em torno de R$ 2,8 mil, enquanto os compradores que não contam com a ajuda governamental nos mesmos condomínios possuem renda média bem superior, na faixa dos R$ 5,2 mil.


Os locais de atendimento contam com horários flexíveis para receber o público, incluindo plantões aos finais de semana. Há pontos de inscrição funcionando em cidades como Araçatuba, Birigui, Penápolis, Bauru, Jaú, Araras, Mogi Mirim, Rio Claro, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré, Pirassununga, São João da Boa Vista, São Pedro, Mococa, São José do Rio Pardo, Araraquara, Dobrada, Santa Ernestina, Igarapava, Santa Cruz do Rio Pardo, Ribeirão Preto, Jales, Paraíso, Santa Fé do Sul, São José do Rio Preto, Tanabi e Sorocaba. Na Região Metropolitana de São Paulo, os interessados podem procurar atendimento em quatro endereços estratégicos na capital paulista, localizados no Centro da cidade e nos bairros do Tatuapé e Itaquera.







