

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) iniciou um projeto para tornar as salas de aula da rede pública mais interativas e conectadas. Até o mês de outubro, o governo estadual distribuirá 5 mil kits tecnológicos para 2.844 escolas, abrangendo todas as 91 regiões de ensino do estado. O investimento total na compra dos equipamentos, compostos por televisores de última geração e minicomputadores, soma R$ 36,4 milhões e visa facilitar a exibição de conteúdos digitais e multimídia durante as explicações dos professores.

A entrega dos materiais já começou, com os primeiros 500 aparelhos sendo enviados para colégios de 76 municípios paulistas, localizados em áreas como Bauru, Marília, Assis, Ourinhos, Jaú, Lins, Piraju e Tupã. O foco inicial da distribuição são as unidades que oferecem o Ensino Médio, e os aparelhos chegam prontos para uso imediato. De acordo com o secretário da Educação, Renato Feder, a iniciativa trará um ganho visual expressivo para os estudantes, uma vez que aparelhos antigos de 40 polegadas estão sendo substituídos por telas de 75 polegadas, facilitando trabalhos em grupo, correções de provas e dinâmicas de aulas dinâmicas.
Essa ação faz parte de um esforço contínuo da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) para atualizar as ferramentas pedagógicas nas salas de aula. Entre janeiro de 2023 e abril de 2026, a administração estadual já aplicou R$ 429 milhões no setor, verba que custeou a entrega de novos notebooks, tablets e armários com sistemas de recarga para os aparelhos portáteis utilizados por alunos e docentes.


Para garantir o pleno funcionamento desses novos dispositivos, o estado também atingiu a meta de cobrir 100% das escolas estaduais com internet banda larga. Atualmente, a rede de ensino opera com conexões rápidas que variam de 100 Mb a 300 Mb na maior parte dos colégios de Ensino Fundamental e Médio. Já nas áreas rurais ou de geografia isolada, o sinal foi garantido através de antenas conectadas a satélites de baixa órbita. Desde 2023, foram destinados mais de R$ 380 milhões apenas na modernização das redes lógicas das escolas, além de um custo fixo anual que supera R$ 100 milhões para manter toda a estrutura conectada e em pleno funcionamento.







