

Diante do aumento na circulação do vírus do sarampo no estado de São Paulo, que já registra 23 casos confirmados este ano, o Governo do Estado intensificou as ações de imunização e alerta a população sobre os riscos e os sintomas da infecção. Transmitido facilmente pelo ar por meio de gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou falar, o sarampo é uma doença viral altamente contagiosa que pode provocar complicações graves, como pneumonia, infecções de ouvido e inflamações no cérebro, afetando com mais severidade crianças pequenas e indivíduos com imunidade baixa.

Como medida emergencial de controle, a Secretaria de Estado da Saúde convoca todas as pessoas entre 6 meses e 59 anos residentes na capital paulista, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo para receberem a vacina, independentemente de já terem sido vacinadas anteriormente. O imunizante tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Na cidade de São Paulo, o atendimento ocorre em 483 postos de saúde durante a Campanha de Multivacinação, além de pontos estratégicos montados em locais de grande circulação, como estações de metrô e de transporte público.
A estratégia vacinal varia de acordo com a faixa etária dos munícipes. Bebês de 6 a 11 meses recebem a chamada “dose zero”, que não substitui as aplicações de rotina previstas para os 12 e 15 meses de vida. Já para a população de 12 meses a 29 anos e trabalhadores da saúde, o esquema exige duas doses completas, enquanto a faixa dos 30 aos 59 anos necessita de apenas uma aplicação. Para garantir o atendimento adequado, as autoridades recomendam levar um documento de identificação e a caderneta de vacinação para conferência do histórico médico.


Os primeiros sinais do sarampo incluem febre alta, geralmente superior a 38,5°C, acompanhada de tosse, secreção nasal e olhos avermelhados ou irritados. O sintoma mais marcante é o aparecimento de manchas vermelhas pela pele, que surgem no rosto e avançam pelo restante do corpo. Ao apresentar esses sinais, a pessoa deve procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação médica e diagnóstico, evitando contato direto com outros indivíduos para conter a contaminação.







