

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por meio de seu Centro de Vigilância Epidemiológica, confirmou nesta sexta-feira, dia 26 de junho de 2026, o registro de três novos casos de sarampo no estado. Os pacientes foram identificados na capital paulista e no município de Guarulhos. Diante do diagnóstico, o governo estadual emitiu uma recomendação emergencial para que pais e responsáveis levem crianças de 6 a 11 meses que moram nessas duas cidades para receber a chamada “dose zero” da vacina tríplice viral.
Os novos registros envolvem dois meninos e uma menina com idades entre 6 meses e 1 ano. De acordo com as autoridades, duas dessas crianças não tinham histórico de vacinação e nenhuma delas havia viajado recentemente. Todos os pacientes já evoluíram para a cura. Equipes de saúde do estado e do Ministério da Saúde trabalham juntas para investigar os casos e descobrir de onde partiu a infecção. Com essas confirmações, o território paulista passa a somar cinco casos de sarampo no acumulado deste ano, sendo que os dois primeiros, registrados em março e abril, foram trazidos de fora por viajantes não vacinados que também se recuperaram.
A pasta estadual de saúde esclarece que a dose zero funciona como uma barreira extra de proteção e não anula a necessidade das vacinas obrigatórias marcadas no Calendário Nacional de Vacinação. Isso significa que, mesmo recebendo a dose extra antes de completar 1 ano, os bebês de São Paulo e Guarulhos devem seguir o cronograma tradicional de vacinação, que exige a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose, preferencialmente por meio da vacina tetraviral, aos 15 meses de vida.


Para conter o avanço do vírus e impedir que a doença volte a circular livremente pelo estado, uma série de medidas de bloqueio já foi colocada em prática pelas equipes de vigilância sanitária. Agentes de saúde estão realizando buscas e vacinações de casa em casa nos bairros onde os pacientes contaminados residem. Além disso, o governo intensificou a oferta de imunizantes em locais com grande circulação de pessoas no dia a dia, como estações de metrô, trens, terminais de ônibus e aeroportos, enviando lotes extras de vacinas para abastecer os municípios afetados.
A diretora do centro de vigilância, Tatiana Lang, alertou que o tráfego internacional de viajantes e a ocorrência de surtos em outras regiões das Américas elevam o risco de reintrodução da doença no Brasil, tornando fundamental que a população mantenha a carteirinha atualizada. Atualmente, a cobertura vacinal em São Paulo é de 85,32% para a primeira dose e de 72,06% para a segunda, índices que precisam subir para atingir as metas de segurança recomendadas.
A imunização de rotina continua valendo para o restante da população. Além dos bebês, jovens e adultos de 5 a 29 anos precisam comprovar que tomaram duas doses da vacina para serem considerados protegidos. Já para a faixa etária de 30 a 59 anos, a comprovação de apenas uma dose é suficiente. No caso de profissionais da saúde, a exigência é de duas doses garantidas, independentemente da idade. Para ajudar a esclarecer mitos e informações falsas sobre a segurança das vacinas, o Governo de São Paulo mantém ativo o portal “Vacina 100 Dúvidas”, onde a população pode consultar dados científicos e os benefícios de manter a imunidade em dia.







