

O Governo do Estado de São Paulo alcançou uma marca histórica na infraestrutura de ensino público. Ao destinar uma média de R$ 2,7 milhões por dia, a atual gestão somou R$ 3,4 bilhões em investimentos para concluir 7.246 obras e melhorias em escolas e creches de 580 municípios paulistas. Os números, consolidados entre janeiro de 2023 e maio de 2026, mostram um salto de 36,6% no orçamento em comparação com os R$ 2,4 bilhões que haviam sido aplicados ao longo de todos os oito anos anteriores, abrangendo as duas administrações passadas. O volume de projetos entregues também cresceu cerca de 25% no mesmo período comparativo.

Segundo a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), órgão responsável por executar os projetos da Secretaria da Educação, essa evolução é resultado de uma ampla reestruturação na forma de administrar os contratos. O foco passou a ser a redução de custos, o mapeamento rigoroso das reais necessidades de cada colégio e o uso de dados e tecnologia para acompanhar o andamento de cada canteiro de obras em tempo real. A meta estabelecida pelo governo foi cortar a burocracia e acelerar os prazos para gerar um impacto real no aprendizado. No total, as melhorias passaram por mais de 3,6 mil prédios escolares, incluindo reformas estruturais em quadras esportivas, cozinhas, telhados, além da construção de novas unidades de ensino.
Um dos principais eixos de atuação tem sido o programa de climatização das salas de aula. Trata-se de uma grande mudança de cenário para a rede estadual, que no início de 2023 contava com apenas dez escolas com ar-condicionado em todo o território paulista. Até o momento, o governo já aplicou R$ 400 milhões para climatizar mais de mil colégios e iniciou recentemente uma segunda fase do projeto. Com um novo aporte de R$ 170 milhões, outras 446 unidades serão contempladas, priorizando as regiões mais quentes do estado. Ao final desta etapa, o investimento total no setor atingirá R$ 570 milhões, alcançando a marca de 1.500 escolas preparadas para enfrentar o calor.


De acordo com a presidência da FDE, levar aparelhos de ar-condicionado para as salas exigiu uma verdadeira força-tarefa de engenharia. Antes da instalação dos equipamentos, as equipes precisaram reformar toda a rede elétrica interna dos prédios e negociar diretamente com as concessionárias de energia para aumentar a capacidade de carga que chega até as escolas. A agilidade nas entregas e a transparência nos processos têm sido elogiadas por diretores de escolas da rede, que relatam um aumento na frequência e no bem-estar dos estudantes após os espaços se tornarem mais modernos e acolhedores.







