

O governador Tarcísio de Freitas sancionou a Lei nº 18.483, que cria oficialmente o Programa Olimpíadas do Conhecimento em São Paulo. A nova regra consolida como política pública permanente as competições educacionais da rede estadual, garantindo que elas continuem nos próximos anos como parte fixa do calendário escolar.

A iniciativa, desenvolvida pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), reúne olimpíadas de matemática, leitura e interpretação de texto, além de aulas específicas de preparação, materiais didáticos e formação para professores. Entre as ações previstas estão a realização anual da Olimpíada de Matemática das Escolas Estaduais (Omasp) e da Olimpíada Interpreta SP (Olisp), além da entrega de medalhas para pelo menos 3% dos estudantes do ensino fundamental e médio participantes.
Segundo a gestão estadual, o objetivo é incentivar o desempenho acadêmico e ampliar o interesse dos alunos por áreas como ciência, matemática e linguagem. O secretário da Educação, Renato Feder, afirmou que a medida fortalece iniciativas já existentes e dá continuidade a programas como o Provão Paulista e o intercâmbio estudantil Prontos pro Mundo.


As olimpíadas do conhecimento já vinham sendo realizadas na rede estadual e, em 2024 e 2025, envolveram mais de 4 milhões de estudantes. No mesmo período, cerca de 500 mil alunos foram premiados com medalhas por desempenho nas provas.
Atualmente, a seleção dos participantes é feita com base no desempenho na Prova Paulista. Os 30% melhores alunos em matemática e língua portuguesa são classificados para a primeira fase das competições. Em seguida, eles passam por provas presenciais ou online, e os melhores colocados recebem medalhas de ouro, prata e bronze. Em etapas mais avançadas, parte dos estudantes ainda pode avançar para competições nacionais, como a Olimpíada Brasileira de Matemática.
A nova lei também prevê o fortalecimento das chamadas escolas olímpicas, a realização de aulas preparatórias aos sábados, apoio pedagógico e distribuição de materiais específicos. Professores e unidades regionais de ensino que atingirem metas de participação também passam a ser reconhecidos com premiações simbólicas.
De acordo com a Secretaria da Educação, além de incentivar o desempenho escolar, o programa busca valorizar o esforço dos estudantes e ampliar a autoestima acadêmica na rede pública, criando uma cultura de reconhecimento do aprendizado e da participação em desafios educacionais.








