

Os alunos matriculados nas escolas estaduais paulistas têm uma grande oportunidade de estudar fora do país sem nenhum custo. O Governo de São Paulo oferece anualmente mil vagas de intercâmbio gratuito, divididas em duas turmas de 500 estudantes, com destino a países como Austrália, Canadá, Irlanda, Reino Unido e Nova Zelândia. Durante cerca de três meses, os jovens selecionados frequentam uma escola de ensino médio estrangeira, moram com uma família anfitriã e vivenciam uma imersão cultural completa. O programa é totalmente financiado pelo Estado, que cobre todas as despesas com passagens aéreas, emissão de passaporte e visto, hospedagem, alimentação, transporte, seguro-saúde e material escolar, além de fornecer uma bolsa para gastos pessoais no exterior e apoio psicológico antes e durante a viagem.

O caminho até o embarque é planejado e começa ainda no 9º ano do Ensino Fundamental, quando o estudante realiza a prova do Saresp. A participação no exame e uma boa frequência escolar funcionam como uma pré-seleção automática. Isso significa que o aluno elegível não precisa preencher um formulário para entrar na primeira fase; os pais que não quiserem a participação do filho devem registrar a desistência na Secretaria Escolar Digital. Para disputar as vagas do curso preparatório de inglês, o jovem precisa ter pelo menos 14 anos, estar na 1ª série do Ensino Médio, ter estudado em escola pública desde o 6º ano, possuir nacionalidade brasileira e autorização dos responsáveis, além de estar com a situação escolar totalmente regular.
Os pré-selecionados ganham o direito de fazer um curso intensivo de inglês on-line e ao vivo no 1º ano do Ensino Médio, que acontece no contraturno das aulas regulares duas vezes por semana. A plataforma digital utiliza inteligência artificial para treinar a pronúncia, a escrita e a leitura, e o governo disponibiliza a estrutura das escolas e chips de internet para quem não tem computador em casa. Para continuar no processo e garantir a vaga da viagem no ano seguinte, o edital de 2026 exige que o aluno seja aprovado no curso com pelo menos 90% de presença, tire nota mínima 7 em um exame presencial de proficiência e mantenha média escolar igual ou superior a 7, além de passar por uma entrevista socioemocional e não ter histórico de problemas de conduta na escola.


A classificação final do programa combina as notas do Saresp de 2025 com o desempenho no curso de inglês, tendo o cuidado de garantir que pelo menos um estudante de cada município paulista habilitado seja contemplado. A concorrência é alta: para se ter uma ideia, 34,4 mil alunos disputaram as 500 vagas da segunda turma de 2026, uma média de 69 candidatos por vaga. A Secretaria da Educação esclarece que os estudantes não escolhem o país de destino, pois a distribuição depende do nível de inglês do aluno e das vagas nas escolas estrangeiras. Como as convocações ocorrem diretamente pela internet, na Sala do Futuro e na Secretaria Escolar Digital, as famílias devem acompanhar essas plataformas frequentemente para não perder as datas e os prazos de documentação.







