domingo, 9 de agosto de 2026

Governo de São Paulo alerta para vacinação contra o sarampo após confirmação de 16 casos da doença

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo orienta a população paulista a conferir e atualizar a caderneta de vacinação contra o sarampo após a confirmação de 16 casos da doença no estado em 2026. O alerta vale especialmente para os moradores dos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, onde todos os indivíduos com idade entre seis meses e 59 anos devem procurar uma Unidade Básica de Saúde para receber uma dose de reforço, independentemente de já terem sido vacinados anteriormente. Os diagnósticos confirmados neste ano afetaram tanto bebês de até dois anos quanto adultos de 20 a 50 anos, evidenciando a urgência da imunização.

Disponível gratuitamente em toda a rede pública do estado, a vacina tríplice viral previne contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Atualmente, a cobertura vacinal paulista registra 77,5% para a primeira dose e 65,5% para a segunda, índices abaixo da meta de 95% estipulada pelas autoridades de saúde para barrar a circulação do vírus. Nas demais cidades do estado fora do foco prioritário da Região Metropolitana, a orientação é seguir o esquema vacinal de rotina: crianças tomam a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses; pessoas de 5 a 29 anos e profissionais da saúde devem comprovar duas doses; enquanto adultos de 30 a 59 anos precisam comprovar ao menos uma aplicação. No caso dos bebês de seis a 11 meses, a dose aplicada é considerada “dose zero”, uma proteção extra que não substitui o calendário regular da infância. Quem não possui o comprovante ou tem dúvidas sobre o histórico vacinal deve procurar o posto de saúde para avaliação profissional.

O sarampo é uma infecção viral grave e de alta contaminação, transmitida facilmente pelo ar por meio de secreções respiratórias ao falar, tossir ou espirrar. Os sintomas clássicos incluem febre alta, manchas vermelhas que surgem no rosto e espalham pelo corpo, tosse, coriza, conjuntivite e forte mal-estar. A infecção pode evoluir para complicações graves como pneumonia, infecções de ouvido e encefalite, atingindo principalmente crianças pequenas, gestantes e pessoas imunodeprimidas. Ao apresentar sinais suspeitos, a recomendação é buscar atendimento médico imediato em uma UBS, evitar o contato com outras pessoas e informar o histórico de viagens ou de contato com doentes. Para esclarecer dúvidas sobre a eficácia e a segurança do imunizante, o governo estadual disponibiliza a plataforma digital Vacina 100 Dúvidas.

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