segunda, 20 de abril de 2026

Governo atualiza “lista suja” do trabalho escravo com novos nomes da região

A mais recente atualização do cadastro de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, divulgada pelo governo federal no dia 6 de abril, incluiu três nomes com atuação na região de São José do Rio Preto. O documento, conhecido popularmente como “lista suja”, é publicado semestralmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego e reúne casos em que os processos administrativos foram concluídos, sem possibilidade de novos recursos por parte dos autuados. As fiscalizações que motivaram essas inclusões ocorreram ao longo de 2025 nos municípios de Gastão Vidigal, Américo de Campos e Magda.

O caso de maior impacto na região envolveu um empregador que atuava no cultivo de cana-de-açúcar e mantinha alojamentos em Gastão Vidigal. Durante a fiscalização finalizada em novembro de 2025, os agentes encontraram 29 pessoas em situação irregular. Atualmente, os registros da Receita Federal indicam que as atividades desse empregador foram encerradas. No mesmo município, uma empresa de transportes sediada em Buritama também passou a integrar a lista após a identificação de cinco trabalhadores em condições degradantes nos alojamentos. O terceiro registro regional envolve um empregador individual com ocorrências na zona rural entre Américo de Campos e Magda, onde três pessoas foram resgatadas.

Nacionalmente, o cadastro recebeu 169 novos nomes, um crescimento de pouco mais de 6% em comparação com o levantamento anterior. Entre os setores que mais registraram infrações nesta atualização estão o serviço doméstico, a pecuária de corte, o cultivo de café e a construção civil. Os empregadores que entram para a relação devem permanecer nela por um período de dois anos. Para serem removidos, precisam regularizar todas as pendências e não registrar novas infrações durante esse tempo.

Além dos nomes que já constam na lista oficial, o Noroeste Paulista continua sendo palco de operações de combate a esse crime. Em março de 2026, uma força-tarefa resgatou 44 trabalhadores, incluindo indígenas, em diversas cidades próximas a Araçatuba. Casos recentes também foram registrados em São José do Rio Preto, como o ocorrido no final de 2025, quando uma oficina de costura foi alvo de fiscalização por manter famílias estrangeiras em condições de isolamento e privação de alimentos. Essas ações reforçam a vigilância contínua das autoridades para erradicar práticas de exploração laboral na região.

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