

O acesso à água tratada e ao esgoto encanado ganhou um forte aliado no estado de São Paulo para garantir dignidade a milhões de cidadãos. Criado pelo governo paulista durante o processo de privatização da Sabesp, o Fundo de Apoio à Universalização do Saneamento no Estado de São Paulo (Fausp) vem permitindo elevar os investimentos em infraestrutura sem pesar no bolso do consumidor. Abastecido com 30% do dinheiro arrecadado na venda das ações da companhia e pelos dividendos que o Estado continua recebendo, esse recurso serve para cobrir os custos operacionais, financiar projetos sociais e manter as contas de água mais baratas do que o previsto se a empresa ainda fosse pública.

Graças ao suporte desse fundo, o novo modelo regulatório definiu preços abaixo da média histórica. Imediatamente após a privatização, as famílias inscritas nas categorias de tarifa social tiveram descontos automáticos de 10%, enquanto residências comuns e comércios também registraram quedas. Em 2026, mesmo com as correções inflacionárias normais de início de ano, a tarifa cobrada por metro cúbico nas 371 cidades atendidas pela Sabesp ficou fixada em R$ 6,40. O valor representa uma economia de 15% para os clientes, já que a taxa estimada para o antigo modelo estatal alcançaria R$ 7,36. O desempenho de São Paulo rendeu destaque internacional da consultoria Global Water Intelligence (GWI), que apontou a capital paulista como a única grande metrópole brasileira a reduzir o preço da água na contramão de um aumento de quase 7% no restante do país.
Esse fôlego financeiro também impulsionou programas essenciais para a população vulnerável, como a Tarifa Social Paulista. O número de pessoas beneficiadas pelo projeto, que oferece abatimentos de até 78% na fatura mensal, dobrou após a mudança de gestão, saltando de menos de 3 milhões para 6 milhões de atendidos. Na capital, o benefício já alcança um em cada cinco moradores. Além disso, o fundo passou a cobrir as despesas do programa Pró-Conexão, que realiza gratuitamente as obras necessárias dentro de imóveis de baixa renda e em bairros informais para conectá-los de forma adequada às redes de esgoto e água da rua.


A meta principal da parceria é antecipar a universalização dos serviços básicos no estado para o ano de 2029, quatro anos antes do prazo final exigido pelo Marco Legal do Saneamento no país. O planejamento prevê a aplicação de R$ 260 bilhões até o ano de 2060, sendo R$ 70 bilhões direcionados para as frentes urgentes de trabalho abertas até o fim desta década. Somente em 2025, o montante injetado em obras de saneamento e melhoria de qualidade bateu R$ 15,2 bilhões, registrando uma alta de 120% em relação ao período anterior à desestatização. Com essa injeção contínua de recursos, a média anual de investimentos por habitante no estado deve passar dos R$ 360, valor muito acima da média nacional e suficiente para garantir que 99% da população paulista tenha água limpa na torneira e 90% conte com coleta e tratamento de dejetos nos próximos anos.







