

Uma jovem balconista procurou as autoridades policiais para denunciar um caso de importunação sexual sofrido dentro do seu próprio ambiente de trabalho, em uma farmácia localizada no bairro Jardim Yolanda, em São José do Rio Preto. O principal suspeito do crime é o supervisor do estabelecimento, que é acusado de tentar beijar a funcionária à força durante o expediente.

O episódio ocorreu na madrugada do dia 27 de maio, enquanto a jovem desempenhava suas funções habituais no balcão. Segundo o relato registrado no boletim de ocorrência, o homem se aproximou dela com a clara intenção de abraçá-la e beijá-la. A trabalhadora rejeitou a abordagem imediatamente, deixando claro que não tinha nenhum interesse em manter qualquer tipo de relacionamento pessoal com o superior. Pouco tempo depois, o supervisor voltou a procurá-la, utilizando como desculpa supostas dúvidas sobre alguns medicamentos. No meio da conversa, ele teria segurado os braços da jovem e tentado morder ou beijar o pescoço dela. A vítima reagiu na hora, gritando para que ele parasse, e conseguiu se desvencilhar para fugir do local.
No dia seguinte ao ocorrido, a balconista levou o caso ao conhecimento da gerente da farmácia, mas o acolhimento esperado se transformou em mais frustração. A jovem relatou à polícia que se sentiu totalmente desacreditada pela chefia, chegando a ouvir insinuações de que o comportamento do homem teria sido provocado por um suposto interesse da própria vítima — afirmação que ela nega veementemente. Além disso, ao apresentar mensagens de texto enviadas pelo investigado como prova do assédio, a gerente questionou a veracidade das conversas, alegando que o material poderia ter sido forjado por meio de ferramentas de inteligência artificial.
Muito abalada emocionalmente com o ataque e com a reação da empresa, a funcionária declarou que não tem mais condições psicológicas de voltar a trabalhar no local. Embora não tenha sofrido agressões físicas visíveis, ela salvou imagens das mensagens e as anexou ao registro policial. O caso foi formalizado como importunação sexual e, a partir de agora, a Polícia Civil de Rio Preto ficará responsável por investigar a conduta do supervisor e apurar os fatos.







