

A chegada das baixas temperaturas costuma trazer um desconforto extra para quem convive com doenças reumáticas, sendo os idosos os que mais sofrem com esse impacto. A explicação para o aumento das dores está em uma reação natural do organismo chamada de vasoconstrição periférica (o estreitamento dos vasos sanguíneos para diminuir a perda de calor do corpo). Ao reduzir a circulação de sangue nas extremidades, esse mecanismo acaba provocando a contração de músculos, tendões e tecidos conjuntivos, o que resulta em rigidez física e dores muito mais agudas, principalmente nas articulações das mãos e dos pés.

Para amenizar esses sintomas, a recomendação médica vai além de simplesmente usar roupas quentes. A reumatologista Dra. Nafice Araújo, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo, orienta que a prática de atividades físicas leves e supervisionadas é uma grande aliada nessa época. Segundo a especialista, embora seja comum o paciente querer ficar mais quieto por causa do frio e do incômodo, insistir nos exercícios é fundamental, pois a sensação de alívio e bem-estar no corpo costuma aparecer logo após o término da atividade.
Os cuidados precisam ser ainda mais rigorosos com a população idosa, que já enfrenta um desgaste natural das articulações devido ao envelhecimento. Quando o frio rigoroso se soma a esse desgaste, a mobilidade do idoso fica seriamente comprometida. Essa perda de agilidade não apenas dificulta as tarefas do dia a dia, mas também eleva consideravelmente o risco de quedas dentro de casa e pode levar ao isolamento social, afetando diretamente a saúde mental e emocional dessas pessoas.


Diante desses riscos, manter o tratamento médico rigorosamente em dia é a melhor estratégia de prevenção. A especialista do Iamspe reforça que tomar os medicamentos nos horários corretos, comparecer às consultas de rotina, manter uma alimentação nutritiva, controlar o peso corporal e praticar exercícios leves com regularidade são as medidas mais eficazes para garantir a qualidade de vida do paciente reumático, permitindo que ele passe pelo inverno com muito mais conforto e segurança.








