

Um importante achado da paleontologia em Fernandópolis acabou criando uma ponte inusitada entre a ciência pré-histórica e o agronegócio moderno. O pecuarista José Roberto Giosa decidiu registrar um jovem reprodutor da raça Nelore Mocho com o nome de “Baurusuchus do Leblon”, em uma homenagem direta ao predador terrestre de 85 milhões de anos cujo fóssil, descoberto no município, é a principal atração do Museu de Paleontologia de Fernandópolis.

A ideia de batizar o bovino nasceu após uma visita do criador ao acervo municipal, quando ficou impressionado com o trabalho de preservação liderado pelo curador voluntário da instituição, o professor Carlos Eduardo Maia de Oliveira, o Prof. Cadu. Como forma de reconhecimento ao trabalho científico desenvolvido na cidade, o pecuarista presenteou o próprio pesquisador com o animal, de apenas 11 meses. A linhagem do bezerro traz a genética de grandes campeões da pecuária nacional, apresentando alto padrão e excelente conformação para se tornar um reprodutor de destaque.
O gesto simboliza a união de dois marcos fortes da região: a riqueza dos registros fósseis preservados no solo do noroeste paulista e a força da pecuária de seleção genética. O museu e o criador projetam agora levar o tourinho a feiras e exposições agropecuárias juntamente com uma réplica do fóssil do Baurusuchus, permitindo que o público conheça lado a lado o patrimônio pré-histórico de Fernandópolis e os avanços tecnológicos da pecuária brasileira contemporânea.









