sábado, 15 de agosto de 2026

Formalização pode triplicar a renda de empreendedores com mais de 60 anos, revela estudo do Sebrae

Abrir uma empresa e formalizar o próprio negócio na terceira idade pode triplicar os ganhos financeiros, segundo o estudo Empreendedorismo Sênior, produzido pelo Sebrae com base em dados do IBGE. Levantamento aponta que, no final do último ano, os donos de negócios com 60 anos ou mais devidamente formalizados alcançaram um rendimento médio de R$ 7.458 por mês — o maior valor já registrado pela pesquisa desde o início da série histórica em 2012. O montante é mais de três vezes superior à média recebida por trabalhadores da mesma faixa etária que atuam na informalidade, que ficou em R$ 2.152.

Além do impacto direto no orçamento, a legalização do negócio impulsiona o desenvolvimento de longo prazo e reflete o aumento na escolaridade desse público. Entre 2012 e 2025, a fatia de empreendedores idosos sem instrução ou com o ensino fundamental incompleto caiu de 68% para 46%. No mesmo período, a proporção daqueles que concluíram o ensino médio ou avançaram para o ensino superior saltou de 24% para 42%, demonstrando uma busca crescente por capacitação.

Atualmente, o país conta com 4,5 milhões de empreendedores sêniores, número que representa um crescimento de 59% nos últimos treze anos. O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, destaca que esse contingente responde por 15% do total de donos de empresas no Brasil, parcela ainda inferior à representatividade dos idosos na população em idade ativa, que chega a 20%. O levantamento também indica que 67% dos empreendedores sêniores são chefes de família, embora essa taxa venha caindo moderadamente com o aumento de pessoas que ocupam a posição de cônjuge no lar.

Apesar da alta rentabilidade dos negócios formalizados, o levantamento acende um alerta sobre a cobertura previdenciária. Na última década, o grupo acima de 60 anos foi o que registrou o menor avanço na formalização em comparação com jovens e adultos, evidenciando que uma grande parcela desses trabalhadores ainda atua desprotegida e fora do mercado formal.

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