

As forças de segurança do estado de São Paulo deram início, neste sábado, dia 27 de junho, a uma grande operação voltada para fiscalizar e orientar a prática de esportes radicais de altura, com foco especial em modalidades de risco como o rope jump (salto com cordas) e o bungee jump. Policiais militares se deslocaram até 11 pontos estrategicamente mapeados em várias regiões paulistas para vistoriar a qualidade dos equipamentos utilizados e verificar a regularidade das empresas que comercializam e organizam esse tipo de atividade de aventura.

As inspeções ocorreram simultaneamente em locais muito procurados por esportistas e turistas, incluindo a Pedreira do Dib, em Mairiporã; o Viaduto Sumaré, na capital paulista; a Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí; a Pedra Grande, em Atibaia; além de pontos naturais em Cubatão, Guarujá, Brotas, Campos do Jordão, Botucatu e Ibaté. A força-tarefa mobilizou 46 policiais militares e contou com o apoio direto de fiscais do Procon, equipes da Defesa Civil, Guardas Civis Municipais e secretarias municipais de turismo. Durante os trabalhos do dia, cerca de 20 pessoas foram abordadas e orientadas e, embora as normas de segurança estivessem sendo rigorosamente avaliadas, nenhuma irregularidade grave que exigisse a apreensão de materiais foi registrada.
Essa mobilização começou a ganhar forma na última quinta-feira, dia 16 de junho, quando representantes de diversas pastas estaduais, como Turismo e Esportes, reuniram-se com a cúpula da Secretaria da Segurança Pública para traçar estratégias urgentes que pudessem prevenir acidentes em esportes de aventura no estado. O gatilho para essa preocupação das autoridades foi uma tragédia recente ocorrida na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior do estado. Na ocasião, uma jovem de 21 anos morreu após ser arremessada de uma altura de cerca de 40 metros durante um salto de rope jump sem estar usando os equipamentos de proteção obrigatórios; a Polícia Civil segue investigando o caso, e seis pessoas continuam presas por envolvimento no episódio.


Atualmente, a prática do rope jump não possui nenhuma regulamentação oficial no Brasil. Diante desse vazio na legislação e do perigo iminente, o Governo do Estado de São Paulo estuda criar um grupo de trabalho permanente para assumir o controle e a fiscalização desse setor. O plano é identificar todas as empresas que vendem esses pacotes de aventura, mapear os pontos geográficos onde acontecem mais acidentes e estabelecer regras rígidas para garantir que os adeptos dessas modalidades possam se divertir sem colocar suas vidas em risco.








