

Uma grande operação conjunta entre as polícias de São Paulo e a Polícia Federal resultou na apreensão de um arsenal de guerra e de uma grande quantidade de drogas na última segunda-feira, dia 29 de junho, na região de Ourinhos, no interior paulista. A ação fez parte da Operação Impacto Divisa, realizada em parceria com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco). Ao todo, as autoridades confiscaram 18 fuzis de alto poder de fogo, dezenas de carregadores e mais de uma centena de tabletes de entorpecentes, incluindo cocaína e variedades de maconha concentrada.

O flagrante aconteceu quando policiais do Tático Ostensivo Rodoviário realizavam uma fiscalização de rotina e suspeitaram de uma caminhonete que trafegava pela rodovia. Ao perceber a aproximação das viaturas, o motorista desobedeceu à ordem de parada e iniciou uma fuga em alta velocidade, entrando em uma estrada rural de terra. Pouco tempo depois, o condutor e uma passageira abandonaram o veículo no meio do caminho e correram para se esconder em uma área de mata fechada nas proximidades.
Ao revistarem o automóvel abandonado, os agentes encontraram o armamento pesado, composto por 17 fuzis de calibre 7,62 mm e um de calibre 5,56 mm — armas comumente utilizadas por facções criminosas —, além de 33 carregadores. No compartimento de carga também estavam escondidos 123 tabletes de pasta-base de cocaína, 17 tijolos de cocaína pura, 47 pacotes de haxixe do tipo “dry” e três de “skunk”, uma variedade mais forte de maconha. De acordo com as investigações preliminares, a mercadoria ilícita havia saído de Foz do Iguaçu, no Paraná, e tinha como destino final a cidade do Rio de Janeiro.


Os policiais militares iniciaram uma busca minuciosa pelo matagal e conseguiram localizar uma jovem de 23 anos que estava acompanhada de uma criança pequena. O motorista do veículo conseguiu escapar do cerco e continua foragido. A mulher foi detida e todo o material ilícito foi encaminhado para a delegacia da Polícia Federal na cidade de Marília, onde a ocorrência foi registrada. Diante da presença do menor de idade no contexto do crime, o Conselho Tutelar foi imediatamente acionado para garantir a proteção e o acolhimento da criança.








