sábado, 13 de junho de 2026

Flávio: “Não vou aceitar que nos misturem com os bandidos do PT”

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), publicou uma nota oficial nesta quinta-feira para esclarecer sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A manifestação ocorre após a divulgação de mensagens entre os dois pelo site Intercept Brasil. No documento, o parlamentar defendeu a instalação de uma CPI para investigar a instituição financeira e afirmou que está sendo vítima de uma “contaminação política” que tenta associá-lo a atividades ilegais.

Segundo Flávio, o contato com o banqueiro teve um objetivo exclusivamente privado e familiar: obter patrocínio para um filme sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador destacou que o projeto é produzido nos Estados Unidos, não utiliza verbas públicas ou leis de incentivo, como a Lei Rouanet, e que o aporte de Vorcaro foi um investimento comercial com previsão de retorno financeiro, e não um favor ou doação política. Ele também negou que qualquer valor tenha sido destinado ao seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, explicando que os recursos foram direcionados a um fundo da própria produção cinematográfica.

Um dos pontos centrais da defesa de Flávio é a cronologia dos fatos. Ele argumenta que, quando buscou o investimento em 2024, Daniel Vorcaro ainda era visto como um empresário de sucesso e não havia suspeitas públicas contra ele. O senador citou, inclusive, que o banqueiro participou de um evento empresarial de destaque em Nova York, promovido por um grande grupo de comunicação brasileiro, onde foi apresentado ao mercado internacional. De acordo com o parlamentar, a relação foi interrompida assim que as acusações contra o dono do Banco Master vieram à tona e os pagamentos pararam de ser feitos.

Por fim, o senador criticou duramente as tentativas de comparar seu caso com investigações que envolvem integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT). Flávio afirmou que sua conduta não envolveu reuniões fora da agenda com a presidência, promessas de favorecimento ou contratos com ministérios. Para ele, misturar as situações é uma distorção inaceitável. Ao reafirmar o pedido pela “CPI do Master já”, o senador declarou que deseja uma investigação rigorosa e transparente para que a verdade seja restabelecida.

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