

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou a interrupção imediata de um processo que apurava suspeitas de desvio de salários, a chamada “rachadinha”, contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A medida atende a um pedido apresentado pelos advogados do parlamentar, que contestaram as decisões tomadas pela 4ª Vara Federal de Porto Alegre. O caso corre sob segredo de Justiça e teve seus detalhes revelados recentemente pelo portal Amado Mundo.

A principal reclamação da defesa de Alcolumbre foi a tentativa de um juiz federal gaúcho de acessar as informações de um acordo fechado entre o Ministério Público Federal e Paulo Boudens, ex-chefe de gabinete do senador. Ao analisar o pedido, o ministro Flávio Dino avaliou que ordens desse tipo vindas da primeira instância podem invadir as funções exclusivas do Supremo e da Procuradoria-Geral da República, órgãos responsáveis por investigar políticos que possuem foro privilegiado. O magistrado também alertou que as medidas tomadas pelo juiz sinalizavam a possível existência de uma investigação paralela não autorizada.
As suspeitas que envolvem o presidente do Senado começaram a ser apuradas após denúncias publicadas pela revista Veja. Na ocasião, ex-funcionárias do gabinete do parlamentar relataram que eram obrigadas a devolver parte dos salários que recebiam e afirmaram que existiam servidores fantasmas na equipe. Desde o início das investigações, a defesa de Davi Alcolumbre nega veementemente qualquer crime e sustenta que as acusações têm apenas motivações políticas para desgastar a imagem pública do senador.







