terça, 28 de abril de 2026

Flávio Bolsonaro pode escolher vereadora evangélica como vice

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) analisa o nome da vereadora Priscila Costa (PL), de Fortaleza, como uma possível candidata a vice-presidente em uma futura disputa pelo Palácio do Planalto. A parlamentar, que detém o título de vereadora mais votada da capital cearense e ocupa a vice-presidência do PL Mulher, surge como uma opção estratégica devido à sua forte ligação com o eleitorado evangélico e sua proximidade com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Recentemente, Flávio intensificou os contatos com Priscila e sua família, incluindo reuniões com lideranças religiosas de peso, como o pastor Teixeira Rêgo e o bispo José Wellington Bezerra da Costa, que comandam grandes congregações no país.

A escolha de Priscila Costa reforçaria o projeto de Flávio Bolsonaro de ter uma mulher como companheira de chapa, algo que ele já definiu como uma prioridade. A vereadora conta com o apoio declarado de Michelle Bolsonaro para seus projetos políticos e possui uma base consolidada no Nordeste, região considerada fundamental em eleições nacionais. Embora ainda não tenha se manifestado oficialmente sobre o convite para a vice-presidência, Priscila já é vista como uma das principais apostas do partido para cargos majoritários, tendo inclusive o suporte de grandes denominações religiosas para uma eventual candidatura ao Senado.

Além da vereadora cearense, outros nomes femininos estão no radar do senador. Flávio já manteve conversas com a deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), jornalista católica com base eleitoral no interior de São Paulo, que representa um perfil diferente de interlocução com o eleitorado. Outra figura frequentemente mencionada pelo senador é a ex-ministra e atual senadora Tereza Cristina (PP-MS), a quem Flávio se refere como uma parceira ideal para compor a chapa, destacando sua experiência técnica e política.

A estratégia de selecionar uma vice com representatividade feminina e religiosa busca ampliar o diálogo com setores específicos da sociedade e fortalecer a imagem da candidatura. Enquanto as articulações internas avançam, o grupo político avalia qual perfil melhor se adapta às necessidades da campanha, pesando a popularidade regional, a fé religiosa e a experiência administrativa de cada uma das cotadas. Por enquanto, o cenário segue em fase de sondagens e diálogos nos bastidores do Partido Liberal.

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