

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) optou por apresentar uma defesa escrita e não compareceu ao depoimento presencial agendado pela Polícia Federal nesta terça-feira. A oitiva fazia parte do inquérito que investiga o parlamentar pelo crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por estar na condição de investigado, a legislação brasileira garante ao senador o direito de não comparecer e responder por meio de seus advogados.

O inquérito analisa uma publicação feita por Flávio em janeiro deste ano na rede social X, logo após a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro por autoridades norte-americanas. Na ocasião, o senador escreveu que Lula seria delatado e associou o Foro de São Paulo a práticas como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e fraude eleitoral. A Polícia Federal havia concluído em junho que a postagem configurava calúnia ao vincular o chefe do Executivo aos crimes citados.
Na manifestação entregue ao delegado responsável pelo caso, o parlamentar negou a intenção de caluniar o presidente. A defesa argumenta que os ilícitos mencionados no texto referiam-se ao ex-mandatário da Venezuela e que associá-los a Lula decorre de uma interpretação equivocada do trecho. O depoimento havia sido autorizado pelo Supremo Tribunal Federal a pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para abrir espaço para uma eventual retratação, medida que pela lei poderia isentar o senador de uma futura condenação.









