


O senador Flávio Bolsonaro manifestou-se oficialmente nesta quarta-feira (15) sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de autorizar uma investigação da Polícia Federal contra ele. Por meio de nota divulgada por sua assessoria, o parlamentar demonstrou surpresa com a medida e afirmou que a decisão possui fragilidade jurídica, argumentando que sua postagem nas redes sociais não contém elementos que configurem crime.

A investigação foca em uma publicação feita pelo senador em janeiro, na qual ele mencionava a expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse citado em uma possível delação de Nicolás Maduro, líder da Venezuela que havia sido detido pelas autoridades norte-americanas. Na ocasião, Flávio associou o atual governo a crimes internacionais e a regimes ditatoriais. Em sua defesa, o senador sustenta que apenas relatou fatos sobre o processo internacional enfrentado por Maduro, sem fazer uma acusação criminosa direta contra o presidente brasileiro.
No comunicado, Flávio Bolsonaro classifica a abertura do inquérito como uma tentativa de limitar a liberdade de expressão e o trabalho da oposição no Congresso Nacional. Ele comparou a situação a episódios ocorridos durante as eleições de 2022, mencionando o que considera um desequilíbrio democrático e práticas de censura impostas pelo Judiciário. O parlamentar também questionou a distribuição do caso especificamente ao ministro Moraes, a quem chamou de figura central nas recentes tensões institucionais do país.
Por fim, o senador reiterou que não se deixará intimidar pelo uso de estruturas policiais ou judiciais e que continuará a exercer seu papel constitucional de fiscalização. Flávio Bolsonaro afirmou que o governo federal ainda deve explicações sobre suas ligações com o regime venezuelano e garantiu que manterá sua postura crítica, defendendo o que considera ser o direito fundamental de livre manifestação dos parlamentares brasileiros.









