

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comentou, neste sábado (28), sua decisão de votar favoravelmente ao projeto de lei que criminaliza o discurso de misoginia, recentemente aprovado no Senado. Durante um evento no Texas, nos Estados Unidos, o parlamentar explicou a jornalistas que seu posicionamento foi uma resposta ao que ele classificou como uma “armadilha” articulada por adversários políticos. Segundo o senador, a pauta teria sido pautada em um contexto estratégico para tentar desgastar sua imagem perante o eleitorado feminino, especialmente por se tratar de um ano eleitoral.

Flávio Bolsonaro argumentou que, embora defenda a liberdade de expressão e tenha ressalvas sobre instrumentos que possam permitir o controle de opiniões nas redes sociais, o cenário político do momento exigiu uma postura cautelosa. Ele afirmou que havia um esforço para associar o voto contrário à proposta a uma falta de compromisso com a proteção das mulheres, o que ele descreveu como um “circo armado”. Para o senador, o voto favorável serviu para evitar que a oposição utilizasse o resultado da votação como munição em campanhas de desinformação.
As declarações do parlamentar surgem em meio a uma intensa polarização sobre o tema, que agora segue para debate na Câmara dos Deputados. Enquanto governistas defendem a urgência da lei para conter ataques de ódio na internet, membros da oposição, como Flávio, manifestam preocupação com possíveis excessos na interpretação do que constitui crime de opinião. O senador reforçou que, apesar do voto sim, continuará vigilante para que o texto final não se transforme em um mecanismo de censura, mantendo o foco nas articulações do Partido Liberal para as próximas eleições.









