

As ações de combate ao consumo de álcool ao volante apresentaram um avanço significativo no último ano, impactando diretamente a segurança viária na região de Fernandópolis. De acordo com dados oficiais, o número de operações saltou de 29 para 43 entre 2024 e 2025, representando uma alta de 48%. O aumento na presença policial refletiu também no volume de abordagens, que cresceu quase 78%, totalizando 35 mil veículos fiscalizados no período. Em uma perspectiva mais ampla, a frequência dessas blitze em 2025 foi treze vezes superior à registrada em 2021.

O Detran-SP atribui esse crescimento a uma nova estratégia que integra o planejamento de trânsito às estruturas da Polícia Militar e da Guarda Civil. Segundo o Diretor de Fiscalização do órgão, Anderson Poddis, a utilização de dados de inteligência permite que as equipes atuem em pontos estratégicos onde há maior risco de acidentes. A lógica por trás do aumento das operações é a mudança de comportamento: quando o motorista percebe que a fiscalização é constante e real, a tendência é que ele evite dirigir após beber. Atualmente, a embriaguez é a segunda maior causa de mortes no trânsito brasileiro, superada apenas pelo excesso de velocidade.
Neste início de 2026, o ritmo das fiscalizações permanece intenso em todo o estado de São Paulo, com uma média superior a uma operação por dia. Somente no mês de janeiro, mais de 30 mil veículos já foram parados, resultando em centenas de infrações. A maioria das autuações ocorre pela recusa ao teste do bafômetro, atitude que, embora seja um direito do cidadão, acarreta as mesmas punições administrativas de quem sopra o aparelho e tem o resultado positivo para o álcool.
A legislação brasileira prevê sanções pesadas para quem descumpre a Lei Seca. Tanto a confirmação da embriaguez quanto a recusa ao teste são consideradas infrações gravíssimas, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão da carteira de habilitação. Em casos de reincidência em menos de um ano, o valor da multa dobra. Já situações mais graves, onde o teste aponta um índice elevado de álcool ou o motorista apresenta sinais evidentes de embriaguez, são tratadas como crime de trânsito, podendo levar o condutor à prisão por até três anos. Para o restante de 2026, a meta das autoridades é ampliar ainda mais o uso de tecnologia para salvar vidas e reduzir o número de vítimas nas estradas.









