

A apresentadora Silvia Abravanel, filha do icônico comunicador Silvio Santos, pode ser a grande surpresa na corrida eleitoral deste ano. Integrantes do Partido Social Democrático (PSD) avaliam o nome da comunicadora para compor a chapa com Ronaldo Caiado, caso a legenda decida disputar a eleição de forma independente, sem fazer alianças com outros partidos. Silvia, que já havia entrado para a sigla com planos de buscar uma vaga como deputada federal pelo estado de São Paulo, agora vê seu nome ganhar força nos bastidores para um cargo ainda maior.

De acordo com informações de bastidores, a possível indicação da apresentadora divide opiniões dentro do próprio partido. De um lado, a ala mais tradicional da legenda prefere o nome de Gilberto Kassab, que é o atual presidente nacional do PSD e possui grande experiência na política institucional. Do outro lado, os defensores da candidatura de Silvia apontam que ela traria um rosto feminino para a liderança e, acima de tudo, uma forte conexão popular com os espectadores das classes mais populares, que formam o público fiel do SBT. Essa popularidade é vista por estrategistas como um combustível importante para impulsionar a campanha eleitoral.
Além de atrair novos eleitores, a escolha de Silvia teria o papel estratégico de equilibrar o tom da campanha. A ideia dos articuladores é suavizar o perfil de Ronaldo Caiado, frequentemente associado a uma postura mais rígida, especialmente na área de segurança pública. Por outro lado, a decisão de concorrer sem o apoio de outras siglas traz riscos técnicos para o grupo. O principal obstáculo seria o curto tempo de propaganda na televisão e no rádio, já que o PSD sozinho dispõe de apenas um minuto por bloco de exibição, o que pode limitar a divulgação das propostas.
O martelo sobre o rumo da coligação precisa ser batido nos próximos meses. O partido tem um prazo regulamentar definido pela Justiça Eleitoral para oficializar suas candidaturas. Esse momento decisivo também dará a largada oficial para a propaganda política em todo o país, permitindo que os candidatos comecem a pedir votos abertamente nas ruas, em materiais impressos e nos meios de comunicação em massa.







