sábado, 18 de julho de 2026

Fila do INSS cai para o menor nível em quase dois anos após mutirões e telemedicina

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fechou o mês de junho com 1,8 milhão de pedidos de benefícios aguardando resposta, alcançando o menor patamar registrado nos últimos 21 meses. O balanço atualizado foi apresentado nesta terça-feira (30) durante uma reunião do Conselho Nacional de Previdência Social, em Brasília. A redução expressiva reflete o esforço da autarquia em agilizar o atendimento e diminuir a espera dos trabalhadores.

Do total de pedidos pendentes na fila, a maior parte — cerca de 825 mil requerimentos — deu entrada recentemente e está em análise há menos de 45 dias. Outros 555 mil processos já estouraram esse prazo e aguardam uma definição oficial, enquanto 451 mil dependem de alguma ação do próprio cidadão, como a entrega de documentos atrasados ou a correção de informações. De acordo com o diretor de Benefícios do órgão, Leonardo Bittencourt, a meta do instituto é atacar as duas frentes do problema, reduzindo tanto o volume acumulado de papéis quanto os dias que o segurado passa esperando por uma resposta.

Atualmente, o INSS consegue liberar uma média de 700 mil benefícios mensalmente, tendo alcançado o recorde histórico em março deste ano, com 890 mil aprovações. Com esse ritmo, o tempo médio para concluir a análise de um pedido gira em torno de 50 dias. Esse avanço foi impulsionado por uma série de medidas internas adotadas pela previdência, como a diminuição dos prazos burocráticos de análise de 45 para 30 dias e a contratação de 300 novos analistas e 500 peritos médicos federais para reforçar os atendimentos.

Outros grandes aliados na redução da fila foram os mutirões para avaliações sociais e a expansão da tecnologia. A implementação do sistema Atestmed, que permite trocar a perícia presencial pela análise digital de atestados em casos específicos de incapacidade de curto prazo, desafogou as agências. Além disso, o uso da telemedicina levou atendimento pericial via internet para regiões isoladas que sofrem com a falta de médicos. Como reflexo direto dessas melhorias e da maior rapidez nas concessões, o número de reclamações por atraso registradas na Ouvidoria do INSS despencou 44% nos primeiros cinco meses do ano.

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