sexta, 26 de junho de 2026

FGV rejeita recurso de advogado com nanismo e mantém reprovação em teste físico de concurso da Polícia Civil

O advogado Matheus Menezes Matos, de 25 anos, recebeu uma resposta negativa definitiva da Fundação Getulio Vargas (FGV) após recorrer de sua reprovação nos exames biofísicos do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais. Com a decisão da banca organizadora, o candidato foi mantido oficialmente na condição de reprovado, sob o status de inapto em sub judice na vaga reservada a Pessoas com Deficiência (PcD).

Matheus, que tem nanismo, relatou que já imaginava que a banca recusaria o seu recurso administrativo, pois isso costuma ser comum nesses processos, e afirmou que ainda vai analisar os argumentos da instituição antes de decidir quais serão os seus próximos passos legais. O caso do advogado ganhou grande repercussão em todo o país após ele denunciar a ausência de adaptações nos testes físicos para candidatos com deficiência, levantando um debate sobre acessibilidade e igualdade em concursos públicos.

A disputa judicial já havia chegado ao Supremo Tribunal Federal em março, quando o ministro Alexandre de Moraes determinou que o candidato tivesse o direito de refazer a avaliação com provas adaptadas à sua condição física. Antes de enfrentar os impasses no teste de esforço, o advogado já havia demonstrado alto desempenho na seleção, conquistando a aprovação em todas as etapas intelectuais e de saúde, incluindo as provas objetiva, discursiva, oral e os exames médicos.

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