

Na tarde deste domingo (13), a Polícia Militar de Fernandópolis voltou a prender o mesmo homem responsável por uma série de furtos em comércios da cidade. É a terceira vez, em menos de 48 horas, que ele é capturado — e liberado logo depois.

Na sexta-feira (11), ele já havia sido detido com celulares furtados, roupas usadas nos crimes, drogas, dinheiro e uma motocicleta. Mesmo com as vítimas reconhecendo seus pertences, ele foi liberado após a audiência de custódia. No sábado (12), após ser solto, cometeu mais dois furtos.
Neste domingo (13), foi preso novamente, confessando a tentativa de furto na loja Palladino e o furto de dinheiro e celular na pizzaria Paiolla. Ele ainda contou ter vendido o aparelho por R$ 150. Mesmo assim, foi liberado mais uma vez.
O Código de Processo Penal prevê a manutenção da prisão quando há “perigo concreto à ordem pública”. Três prisões em 48 h não bastam? A escalada de crimes menores que viram grandes transtornos acende o alerta para a fragilidade da engrenagem entre flagrante, custódia e denúncia formal. Enquanto isso, a população se pergunta se Fernandópolis virou terra de ninguém — e se a lei, ao invés de proteger o cidadão, não acabou virando escudo de quem desafia a justiça dia após dia.
Em cada porta arrombada, em cada celular revendido por troco de bala, o que fica é a sensação amarga de que a linha entre crime e castigo foi apagada. Não por falta de trabalho da Polícia Militar, mas pela lentidão — ou conivência — de um sistema que solta primeiro e investiga depois. A cidade cobra respostas: quantas vezes mais será preciso virar manchete para que a impunidade deixe de ser a regra e a justiça, enfim, mostre a que veio?









