

A Prefeitura de Fernandópolis, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, vai realizar um estudo inédito sobre a formação e a evolução cultural da cidade desde a sua fundação, em 1939, até os dias atuais. O projeto será financiado com recursos do Governo Federal, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, totalizando um investimento de R$ 34.039,37.

O resultado da seleção foi divulgado nesta terça-feira, 9 de junho de 2026, após a avaliação de uma comissão formada por representantes das secretarias de Cultura e Turismo, Educação e Gestão. Agora, o processo entra na fase de entrega de documentos para que o Termo de Bolsa Cultural seja assinado e os trabalhos comecem oficialmente.
O projeto escolhido foi elaborado pelo professor e doutor Getúlio de Souza Lima, renomado especialista em história regional do noroeste paulista. O pesquisador possui graduação em História e Sociologia, além de mestrado e doutorado em Educação Escolar pela UNESP de Araraquara. Atualmente, ele leciona no Centro Universitário de Fernandópolis (UNIFEF) e já coordenou diversas iniciativas de preservação da memória local, como o projeto “Cantadores e Contadores de História” e a atualização da coleção “Fernandópolis: Nossa História, Nossa Gente”.


A proposta de criar esse levantamento surgiu durante audiências públicas da Lei Aldir Blanc, quando o agente cultural Mardem Pires sugeriu a organização de dados históricos para ajudar no planejamento de futuros investimentos e editais no setor. A ideia foi apoiada pela comunidade, debatida pelo Conselho Municipal de Cultura e transformada em edital pela Secretaria de Cultura e Turismo, que definiu todas as regras técnicas para garantir a qualidade científica do trabalho.
O estudo vai mapear a trajetória de artistas, grupos, espaços culturais e eventos que marcaram Fernandópolis. Entre os temas previstos estão a consolidação do Teatro Municipal, a atuação de nomes marcantes como Merciol Viscardi, Wilson Granella e Geraldo Rico, as antigas disputas entre escolas de samba, além da trajetória da Banda Furiosa, das orquestras OSFER e de Violeiros, do Coro Municipal e dos museus da cidade. Para isso, o professor fará entrevistas, análise de documentos e coleta de depoimentos.
Como resultado, serão entregues um relatório técnico, um artigo científico e um resumo para a gestão pública até agosto de 2027. Todo esse material servirá de base para futuros livros, exposições e projetos educativos. Segundo o secretário de Cultura e Turismo, Rubens Celso Lopes Filho, a iniciativa é um marco que permitirá valorizar a identidade local e planejar o futuro da cultura do município com base em dados concretos.








