

O ano de 2026 começou com um cenário de alerta para o setor hídrico em Fernandópolis. Dados encerrados na manhã deste sábado (31) pela Estação do Ciiagro revelam que este foi o mês de janeiro com o menor volume de chuvas em meia década. O acumulado fechou em 133,5 milímetros, o que representa uma redução de 32,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a cidade registrou 196,8 milímetros de precipitação.

O histórico recente acentua a gravidade do déficit de água na região. Para se ter uma ideia da diferença, em janeiro de 2022 o volume chegou a expressivos 335,5 milímetros, mais que o dobro do registrado agora. Nos anos seguintes, os índices continuaram em queda progressiva, passando por 253,2 milímetros em 2023 e 217,5 milímetros em 2024, até chegar ao nível atual, que é o mais baixo de todo o intervalo analisado.
Embora o mês tenha tido alguns episódios de chuva, eles foram concentrados em um curto intervalo de tempo. Cerca de 66% de toda a água que caiu em janeiro ocorreu entre os dias 13 e 17, o que não foi suficiente para compensar a falta de chuvas nos demais períodos. Além disso, o solo e os mananciais já vinham sofrendo com a estiagem desde o fim de 2025, quando o último trimestre do ano registrou apenas metade da chuva esperada em comparação ao ano anterior.
O início do verão 2025/2026 também reflete essa escassez, com um acumulado total de apenas 146 milímetros desde o dia 20 de dezembro até o final de janeiro, uma queda drástica de 57% em relação ao ciclo passado. Especialistas indicam que essa tendência de precipitações abaixo da média deve se manter ao menos até março. O cenário exige atenção das autoridades e da população quanto ao consumo consciente de água, já que o volume de chuvas está bem distante da normalidade observada em verões anteriores.









