domingo, 2 de agosto de 2026

Fernandópolis planeja grande Encontro de Folias de Reis com recursos da Lei Aldir Blanc

Uma reunião no Centro Pastoral da Aparecida uniu diferentes setores de Fernandópolis para planejar a realização de um grande evento cultural e religioso. Representantes da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, da Igreja Católica, de companhias tradicionais de Santos Reis, do setor gastronômico e da Rádio Educadora se encontraram para alinhar os detalhes de um evento voltado para celebrar a rica tradição das folias na região. O projeto será viabilizado financeiramente por meio de recursos repassados pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

Durante o debate, ficou definido que o encontro acontecerá no domingo, dia 6 de junho de 2027. O cronograma oficial terá início logo cedo, às 8h30, com a celebração de uma missa na Igreja Nossa Senhora Aparecida. Logo após a cerimônia, a partir das 10h, as apresentações começam na Praça da Aparecida. A expectativa da organização é atrair até 20 companhias de Santos Reis da região, estendendo as atividades culturais e as cantorias tradicionais até as 17h.

Como forma de valorizar a história local, os organizadores decidiram batizar a iniciativa como Encontro de Bandeiras “Geraldo Ricco”. A escolha do nome é uma homenagem a uma das maiores lideranças da Companhia Alvorada, reconhecido como uma figura fundamental para a preservação e difusão dessa manifestação artística e religiosa no município. Para garantir que toda a infraestrutura funcione de forma adequada, a prefeitura publicará um edital específico detalhando as inscrições, o tempo de apresentação de cada grupo, a estrutura dos palcos, o sistema de som e os pontos de alimentação.

Aberto para toda a população de forma gratuita, o evento quer dar visibilidade a uma das expressões mais antigas da cultura popular regional. O secretário de Cultura e Turismo de Fernandópolis, Rubens Lopes, fez um alerta sobre a importância de apoiar projetos dessa natureza, apontando que o envelhecimento dos antigos foliões e a falta de interesse dos mais jovens colocam a tradição em risco de extinção. Segundo o gestor, manter viva a folia é essencial para preservar o patrimônio imaterial, a identidade histórica e as memórias da comunidade para as próximas gerações.

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