

Três municípios localizados na região noroeste do estado de São Paulo ganharam destaque nacional por apresentarem baixos índices de criminalidade. O recém-divulgado Atlas da Violência 2026 incluiu Novo Horizonte, Birigui e Fernandópolis na lista das cidades brasileiras com as menores taxas de homicídio do país. O levantamento, produzido em conjunto pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), toma como base dados consolidados do ano de 2024.

O grande destaque da região foi Novo Horizonte, que conquistou a 27ª posição no ranking nacional das 100 cidades mais seguras. O município registrou apenas um homicídio ao longo de todo o ano avaliado, o que resultou em uma taxa expressiva de 2,5 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes. Logo atrás, muito próximos de entrar para o grupo dos 100 municípios menos violentos, aparecem Birigui e Fernandópolis, ocupando os postos de número 114 e 115 na tabela geral do país. Fernandópolis, que possui 73.286 moradores, teve três homicídios computados, atingindo o índice de 4,1 mortes por 100 mil pessoas. Birigui apresentou exatamente a mesma taxa proporcional de 4,1, tendo contabilizado cinco assassinatos para uma população de 122.988 habitantes.
Esses números positivos acompanham a tendência do estado de São Paulo, que consolidou a menor taxa de mortes violentas de todo o território brasileiro em 2024. O índice paulista fechou em 6,6 óbitos por 100 mil habitantes, deixando o estado à frente de Santa Catarina, do Distrito Federal, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. O cenário nacional também apresentou melhoras significativas. O Brasil registrou um total de 42.590 homicídios no período, o que representa 20,1 mortes por 100 mil moradores — o menor patamar verificado nos últimos 11 anos. Em relação ao ano anterior, o país obteve uma redução de 7,4% na proporção de assassinatos e uma queda de 6,9% na quantidade total de vítimas.
Por outro lado, o estudo traz um alerta importante sobre o avanço da criminalidade em municípios de médio porte, que possuem entre 100 mil e 500 mil habitantes. Esse grupo de cidades registrou a maior taxa média de homicídios do país, com 24,1 mortes por 100 mil cidadãos, superando inclusive os números de grandes metrópoles e pequenas localidades. Os pesquisadores apontam que a violência letal intensa tem migrado frequentemente para polos regionais do interior. É nesse cenário intermediário que se encontram São José do Rio Preto e Araçatuba, as duas maiores cidades do noroeste paulista.
Embora não figurem entre as áreas mais perigosas do Brasil, Rio Preto e Araçatuba apresentam índices de violência bem superiores aos de suas vizinhas menores. São José do Rio Preto registrou 54 homicídios para uma população de 501.597 moradores, gerando uma taxa de 10,8 mortes por 100 mil pessoas e colocando o município na posição 3.033 do ranking geral. Já Araçatuba vive uma situação mais delicada: com uma população de 207 mil habitantes, a cidade contabilizou 48 mortes violentas e atingiu um índice de 23,1 por 100 mil habitantes, aparecendo na colocação 1.739 da lista nacional.







