

Fernandópolis encerra o ano de 2025 com o registro de mais de 7 mil casos de dengue nas últimas duas epidemias consecutivas. Em 2024, foram pouco mais de 2 mil casos positivos e, em 2025 – um ano marcado pelo estado de emergência decretado logo no início do governo –, o número já ultrapassou a marca de 5 mil infectados.
Apesar de a situação de casos estar sob controle no final do ano, o alerta permanece ligado na cidade. O Índice de Breteau (IB), que mede a infestação de larvas do mosquito Aedes aegypti (transmissor da dengue, zika e chikungunya), está em 1,1. Um IB acima de 1,0 já é considerado preocupante.
“Esse levantamento foi feito no início de outubro, quando ainda não tinha começado a chover, o que significa que o índice hoje deve ser maior,” alertou Aline Furlan, coordenadora da Vigilância em Saúde, em entrevista ao programa Rotativa no Ar.
Risco de Novo Sorotipo e Treinamento
Aline Furlan destacou ainda a preocupação com a circulação de diferentes sorotipos do vírus. Nas epidemias anteriores, os sorotipos 1, 2 e 3 estavam presentes na região. “O sorotipo 4, já identificado em Bauru, ainda não foi detectado por aqui, mas o risco de chegada acende o alerta”, afirmou.
Com a proximidade do verão, período de chuvas e maior proliferação do mosquito, a Vigilância em Saúde iniciou o treinamento de novos agentes para o trabalho de nebulização costal, visando ao combate preventivo. Os agentes mais experientes estão capacitando os recém-contratados, que serão distribuídos pela cidade na próxima semana para a execução das nebulizações.
A coordenadora e Simone Ruvieri, responsável pelo setor de Informação, Educação e Comunicação (IEC), reforçaram que a colaboração da população é essencial, já que a maioria dos criadouros do mosquito está localizada dentro das residências.













