

Uma nova portaria divulgada pela Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo trouxe regras inéditas para o combate ao Greening, uma das doenças mais graves e destrutivas que ameaçam as plantações de laranja, limão e tangerina no país. De acordo com o documento, Fernandópolis e outros municípios da região foram incluídos oficialmente na lista de localidades de baixa incidência do problema. A divisão do mapa paulista entre áreas de baixo e alto risco foi feita com base em relatórios do setor e levantamentos de campo, e servirá para ditar como os agricultores devem agir para proteger a citricultura nas diferentes regiões.

Com a inclusão de Fernandópolis no grupo de menor risco ao lado de cidades vizinhas como Jales, Estrela d’Oeste e Votuporanga, as regras de controle sanitário na cidade continuam bastante rigorosas. Nesses locais de baixa incidência, os produtores rurais são obrigados por lei a arrancar e eliminar qualquer planta que apresente os sintomas do Greening, independentemente da idade da árvore. Por outro lado, para os municípios que foram classificados como de alta incidência, o governo retirou a obrigatoriedade de arrancar árvores adultas doentes, exigindo a eliminação compulsória apenas para as plantas jovens que tenham até três anos de idade.
A classificação divulgada pela Defesa Agropecuária não é permanente e passará por uma revisão detalhada todos os anos, sempre no mês de maio, utilizando como critério as atualizações feitas nos cadastros das propriedades rurais e amostragens técnicas. Além das regras de eliminação de árvores, a portaria também endureceu as exigências para o transporte interestadual de frutas cítricas que saem de São Paulo para outros estados. A partir de agora, para evitar que a doença pegue carona e se espalhe pelo país, as frutas precisam passar obrigatoriamente por um processo de limpeza e escovação antes de viajar, garantindo a retirada completa de folhas e ramos que possam carregar o inseto transmissor da bactéria, com exceção apenas para a Tangerina Ponkan.










