sexta, 10 de abril de 2026

Faxineira é condenada por furtar celulares apreendidos dentro de Delegacia da Mulher

Em uma decisão proferida nesta segunda-feira (6), a Justiça de São José do Rio Preto condenou Priscila de Paula Sales Brito pelo furto de seis aparelhos celulares de dentro da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A ré, que trabalhava como auxiliar de limpeza terceirizada na unidade, aproveitava-se do livre acesso às salas e cartórios para subtrair os dispositivos, que estavam apreendidos como provas de diversas investigações, incluindo casos de crimes virtuais envolvendo menores.

O esquema foi descoberto em maio de 2024, quando escrivãs notaram o desaparecimento de aparelhos que aguardavam perícia. Segundo a denúncia, Priscila escondia os celulares em sacos de lixo durante a limpeza e, posteriormente, os transferia para sua bolsa. A investigação apontou que a filha da acusada auxiliava na venda dos objetos pelo Facebook Marketplace, chegando a comercializar aparelhos por valores tão baixos quanto R$ 150,00.

Durante o processo, as vítimas proprietárias dos celulares — muitas das quais já estavam presas ou tiveram os aparelhos retidos em investigações de suas filhas — confirmaram que os objetos nunca foram devolvidos. A investigadora Juliana Cristina Donofre relatou que, após rastreamento, alguns compradores foram identificados e um dos aparelhos chegou a ser dado de presente pela ré ao seu namorado. Priscila confessou os crimes, alegando dificuldades financeiras.

O magistrado reconheceu a qualificadora de abuso de confiança, destacando que a ré se valeu da credibilidade depositada em sua função para acessar armários e gavetas sem trancas. Por ser reincidente (com condenação anterior por associação ao tráfico), Priscila foi condenada a 3 anos de reclusão em regime semiaberto, além do pagamento de 15 dias-multa. A sentença também fixou uma indenização mínima de R$ 700,00 para cobrir o prejuízo dos aparelhos que não foram recuperados.

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