


O pai da recepcionista Natália Cristina da Cruz Miranda, de 21 anos, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil de Araçatuba solicitando a apuração de uma possível negligência médica na Santa Casa do município. A jovem faleceu na última terça-feira (1º) após permanecer cerca de três meses internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratar as lesões causadas por um disparo de arma de fogo que a atingiu na cabeça no mês de maio.

De acordo com o relato feito pelo pai da vítima à polícia, a filha chegou a apresentar momentos de evolução favorável, mas o quadro clínico teria se agravado em razão de intervenções cirúrgicas sucessivas e alterações na medicação. A família alega que medicamentos anticonvulsivantes teriam sido suspensos de forma abrupta em duas oportunidades, provocando crises graves na paciente, e questiona a realização de procedimentos operatórios sem a prévia autorização dos responsáveis legais.
Diante da denúncia formal, a Polícia Civil requisitou a realização de um exame necroscópico no Instituto Médico-Legal (IML) para determinar com precisão a causa da morte e verificar a conduta adotada durante o período de internação. Em nota oficial, a administração da Santa Casa de Araçatuba informou que a jovem deu entrada na unidade em estado gravíssimo e instável devido aos severos danos neurológicos provocados pela trajetória do projétil, o que exigiu suporte intensivo contínuo.



O crime que vitimou a recepcionista ocorreu na madrugada do dia 17 de maio, nas proximidades da Praça Allan Kardec, no bairro Jardim Brasil, quando a jovem trabalhava na região e foi atingida por uma bala perdida durante um ataque a tiros. Na ocasião, criminosos em uma motocicleta efetuaram disparos que mataram um homem de 30 anos no local e deixaram outra pessoa ferida. A investigação para identificar os autores do atentado segue em andamento pelas autoridades policiais.








