quarta, 8 de julho de 2026

Família faz vaquinha virtual para trazer corpo de pastor mineiro morto em terremoto na Venezuela

Os familiares do pastor mineiro Romildo Batista de Lima, de 69 anos, iniciaram uma campanha na internet para arrecadar R$ 50 mil. O objetivo é cobrir os custos do traslado do corpo para o Brasil e ajudar nas despesas médicas de sua esposa. O religioso morreu na semana passada após ser atingido pelo desabamento de uma parede durante os fortes terremotos que devastaram a Venezuela. O desastre natural já é considerado o mais intenso a atingir o país vizinho em um século, somando quase duas mil mortes e deixando milhares de feridos e desaparecidos.

Romildo havia viajado para Caracas com o propósito de visitar os parentes de sua companheira, Carla Nacarid. O casal, que morava em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, já estava com o retorno planejado para apenas dois dias após o tremor. A fatalidade aconteceu de forma trágica, apenas quatro dias depois de o pastor comemorar o seu aniversário de 69 anos. Carla também foi atingida durante o desabamento, sofreu ferimentos e permanece internada em um hospital venezuelano recebendo cuidados médicos.

Inicialmente, os parentes tentaram organizar o transporte do corpo por meio de um voo comercial comum, mas as exigências sanitárias e as condições de conservação inviabilizaram o embarque. Diante desse obstáculo técnico e dos valores exorbitantes cobrados por serviços funerários internacionais, a família recorreu à solidariedade pública com a criação de uma vaquinha virtual, divulgada ativamente nas redes sociais.

A embaixada brasileira na Venezuela já deu início aos trâmites burocráticos e emitiu a certidão de óbito do pastor. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que está prestando o suporte cabível por meio de seus canais consulares, embora não forneça detalhes específicos para preservar a privacidade dos envolvidos. Apesar do apoio oficial, os familiares relatam enfrentar grande desgaste emocional e dificuldades de comunicação com os órgãos públicos estrangeiros, travando uma corrida contra o tempo na expectativa de que o corpo possa finalmente chegar a Minas Gerais para receber um velório digno.

Notícias relacionadas