terça, 14 de julho de 2026

Família denuncia negligência em atendimento médico após grave acidente de moto em Andradina

A família de um jovem expressou profunda indignação com o atendimento prestado no setor da Unimed na Santa Casa de Andradina, após um grave acidente de motocicleta ocorrido no último dia 10 de junho. De acordo com o relato da mãe da vítima, o rapaz deu entrada na unidade em estado crítico, apresentando intensa falta de ar, dores agudas pelo corpo e extrema dificuldade até mesmo para conseguir falar. Apesar do quadro clínico alarmante, os familiares afirmam que a equipe médica inicial solicitou apenas um exame de raio-X na mão do paciente, que estava inchada e machucada, liberando-o logo em seguida para voltar para casa com uma licença médica de quatro dias.

A situação do jovem se agravou drasticamente assim que ele chegou à sua residência. A mãe relatou que encontrou o filho com a pele arroxeada, vomitando e sofrendo com uma severa falta de ar, o que a levou a retornar imediatamente ao serviço de saúde para exigir a realização de exames mais aprofundados e detalhados.

Diante da gravidade da situação constatada posteriormente, o rapaz precisou ser transferido e internado em um hospital de Presidente Prudente. Na nova unidade, exames minuciosos revelaram um diagnóstico assustador: quatro vértebras fraturadas, lesões na região do tórax e no pulmão, um desvio na coluna e acúmulo de ar entre o pulmão e a caixa torácica. Segundo os parentes, os médicos informaram que o jovem correu um risco real de perder os movimentos das pernas e ficar paraplégico devido à falta de diagnóstico correto no primeiro momento.

O paciente já foi submetido a uma cirurgia de emergência na coluna e a diversos exames complementares. Ele permanece internado em processo de recuperação, sob observação constante da equipe médica local. Diante do trauma, a família decidiu trazer o caso a público para servir de alerta a outras pessoas e exige esclarecimentos formais sobre a conduta adotada no primeiro atendimento em Andradina. O espaço jornalístico permanece aberto para que a instituição de saúde e a profissional responsável pela primeira avaliação possam apresentar suas versões sobre os fatos.

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