quinta, 5 de fevereiro de 2026

Família denuncia negligência após morte de professor americano em Rio Preto

A família do professor de idiomas Clinton Ernest Craddock, de 43 anos, busca respostas após o falecimento do norte-americano na Santa Casa de São José do Rio Preto neste domingo (18). A esposa da vítima, Priscila de Souza Marques, aponta uma possível negligência médica nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade. Segundo o relato, Clinton buscou ajuda médica quatro vezes em diferentes unidades antes de ser transferido em estado grave para o hospital, onde foi constatada uma infecção generalizada decorrente de uma apendicite não identificada inicialmente.

O drama começou no dia 11 de janeiro, quando o professor passou a sentir fortes dores abdominais. Nos dias seguintes, ele foi atendido na UPA Norte e na UPA Santo Antônio, onde recebeu diagnósticos de gases, prisão de ventre e cólica renal. Mesmo após exames de raio-X e medicação, as dores persistiram e o quadro clínico se agravou drasticamente. No dia 15, o paciente chegou a vomitar secreções e fezes, sendo mantido na emergência até ser finalmente transferido para a Santa Casa no dia 16 de janeiro.

Ao dar entrada no hospital, Clinton foi submetido a uma tomografia que revelou uma grande quantidade de líquido e pus na cavidade abdominal. Os médicos identificaram que o apêndice havia se rompido, causando um quadro de abdômen agudo cirúrgico. Apesar de ter sido encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e passado por uma cirurgia de emergência para tentar conter a infecção, o professor não resistiu às complicações da infecção generalizada e faleceu na noite de domingo.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou as passagens do paciente pelas UPAs e informou que abrirá uma avaliação para verificar se houve falhas no atendimento ou se outras condições de saúde influenciaram o desfecho. Priscila ressaltou que o marido vivia no Brasil há oito anos e era uma pessoa saudável, sem doenças prévias. A família agora aguarda os desdobramentos da investigação para entender por que a gravidade do caso não foi percebida durante os primeiros quatro atendimentos realizados na rede municipal.

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